
Um pai maravilhoso “O pai, porém, disse aos seus servos… Comamos e regozijemo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se.” (Lucas 15.22–24) Já faz anos, mas lembro do olhar triste da Glória. Sua história era sinônimo de desprezo e de falta de amor. Tanto da infância quanto da adolescência, Glória guardava lembranças dolorosas. Após o casamento, as coisas não mudaram, pois seu esposo, um homem mundano e sem misericórdia, causou-lhe ainda mais tristeza. A convite de uma amiga, Glória começou a frequentar nosso estudo bíblico. Ela entendeu e abraçou a mensagem do evangelho. Um dia, ouvi-a dizer: “Eu não sabia o que era ser amada. Foi o amor de Deus por mim que me atraiu a Cristo”. É difícil explicar o amor do pai da parábola; é impossível explicar o amor de Deus. O motivo da dificuldade é que Deus mesmo declarou em Ezequiel 18:20: “A alma que pecar, essa morrerá”. E, sendo perfeito, santo e imutável, Deus não pode desconsiderar Sua própria Palavra. Agir assim seria negar a Si mesmo, o que é impossível para Deus (2 Timóteo 2.13). Dessa forma, a morte eterna deveria ser o destino de todos, “pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23). Se isso é o que está escrito, o dilema de solução aparentemente impossível é este: como Deus pode nos livrar da perdição eterna e ainda manter a integridade da Sua Lei? Ou, usando as palavras do apóstolo Paulo, como é possível Deus ser justo e, ao mesmo tempo, o justificador dos pecadores? Se é verdade que uma imagem vale mais que muitos palavras, volte à emocionante cena do pai amoroso abraçando o filho rebelde e verá como o dilema se resolve. O filho que partira rico e cheio de vida volta vestido de trapos, faminto, sujo e de mãos vazias. Ele tinha, literalmente, jogado sua vida fora. Como o próprio pai afirmou, o filho pródigo estava perdido e foi achado, estava morto e reviveu. Porém, para que isso acontecesse, o pai precisou assumir a vergonha que era do filho, envolveu-o nos seus braços para livrá-lo do castigo que ele merecia, restaurou-o à posição de filho e determinou que se fizesse uma grande festa para celebrar seu retorno. Não ficou claro ainda? Escute! Porque Jesus é Deus, quando Ele morreu pelos nossos pecados, era o próprio Deus que estava na cruz. O Juiz tirou a toga e se assentou na cadeira do réu. Como disse tão perfeitamente o profeta Isaías “Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” (Isaías 53.4–5). A cruz do calvário é a maior evidência do verdadeiro amor. Na cruz, a ira de Deus foi aplicada sobre o próprio Deus. Por mais incrível e incompreensível que possa parecer, na cruz, Deus castigava Deus. O nosso pecado demanda nossa morte. Cristo morreu em nosso lugar. A cena da parábola se projeta na cruz de Cristo. Enquanto a justiça de Deus está sendo satisfeita, o amor de Deus nos livra da ira do próprio Deus. Só Deus podia nos livrar d’Ele mesmo. E foi isso que Ele fez. Podemos até falar de amor, mas jamais podemos experimentá-lo enquanto não virmos os nossos pecados castigados em Jesus. Vez por outra encontro Glória. Lutas ainda existem, entretanto seu semblante já não é triste. A dor do sofrido passado foi vencida pela certeza do amor de Deus em Cristo. Jesus a salvou… Glória caminha segura para a glória! E você, quando se renderá ao amor de Deus em Cristo? "Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!” (Romanos 11.36). Eu sou Jenuan Silva Lira, pastor da IBBP - Fortaleza. Este foi mais um episódio de “A Semente”. Para entrar em contato, escreva para asemente@ibbp.org. Para sermões e estudos dados na nossa igreja, inscreva-se o canal da IBBP no Youtube. Tenha um bom final de semana na presença do SENHOR.