
Idealizamos tanto a nossa própria imagem que construímos cidades inteiras fictícias na busca de não tirar a máscara que usamos e dar de frente com a o rosto deformado e a falta de olho que temos. Fugindo do encontro conosco evitamos as relações reais, porque elas falam por si só: teremos que sentir o pum e lidar com as remelas do Outro. Perceber que compartilhamos de uma humanidade por ser útil. Falta em mim um olho, meu amigo tem dois dedinhos a mais no pé, meu marido tem uma espinha bem no meio do nariz.