
Do Brasil de Fato Mesmo antes de seu lançamento oficial, em 4 de novembro, o filme Marighella tem causado dores de cabeça ao governo federal. Ainda nesta semana, antes de chegar às telas dos cinemas de todo o país, ganha uma sessão especial no assentamento Jacy Rocha, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Prado, na Bahia e logo depois, em uma ocupação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), em São Paulo. "O que eu puder fazer para aproximar o filme das pessoas pelas quais Marighella lutou, as pessoas veem na luta de Marighella a sua luta no Brasil de hoje, o que eu puder fazer, eu vou fazer", diz Wagner Moura. Convidado desta semana no BdF Entrevista, Wagner Moura segue preparado para a porrada. Em uma conversa para o Brasil de Fato, ainda em 2019, quando planejava a estreia do filme, o diretor apontou que as críticas a ele, aos atores e ao filme, seriam inevitáveis. Os dois anos de espera até que a película pudesse estrear, não mudaram muito o cenário. “Isso para mim é muito significativo do momento pelo qual o Brasil passa. Marighella era um homem do seu tempo e que continua inspirando, como eu disse, todos aqueles que acreditam na justiça social, um homem que sempre esteve ao lado dos mais pobres, dos mais fracos, dos oprimidos, dos trabalhadores, um lutador pelos direitos civis, um democrata”.