
[Intro — Spoken Word, quase sussurrado, sem bateria] Não procurei no céu o que caiu no chão. Não chamei de milagre o que tinha explicação. [Beat Enters — Minimal Boom-Bap, voz falada] A pedra pesa porque é pedra. A carne sangra porque é carne. A morte não abriu uma porta: fechou uma porta. [Verse 1 — Spoken Rap, baixo e contido] Disseram: há uma voz depois que a voz se cala. Disseram: há um lugar depois que o corpo acaba. Mas eu conheço a ausência. Ela ocupa a cadeira. Ela deixa um copo na mesa. Ela não responde. [Pre-Chorus — Tensão crescente, baixo mais presente] E quando falo com você depois que você partiu, não é você que voltou. É o que ficou em mim. [Chorus — Aggressive Protest Rap, bateria forte, guitarra distorcida] Não há ninguém no céu! Há carne, memória e chão! Não há uma mão invisível segurando a minha mão! Se a voz ainda me responde, se ainda escuto o seu nome, talvez seja só meu cérebro recusando o vazio. [Verse 2 — Spoken Rap, beat reduzido] Um braço que foi perdido ainda pode doer. O membro já não existe, mas o corpo insiste em tê-lo. Talvez seja assim a morte: um membro arrancado da vida. O corpo sabe que acabou. A memória não. E então inventamos espíritos para dar nome à ferida. Chamamos de eternidade o que não sabemos suportar. [Chorus — Stronger, shouted backing vocals] Não há ninguém no céu! Há carne, memória e chão! Não há uma mão invisível segurando a minha mão! Se a voz ainda me responde, se ainda escuto o seu nome, talvez seja só meu cérebro recusando o vazio. [Bridge — Instrumentation Drops, voice almost alone] Não preciso de outro mundo para explicar este. Não preciso de uma alma para explicar a carne. Não preciso de um deus para explicar a dor. A pedra não pede sentido. O rio não pede perdão. A morte não pede licença. [Silence — brief pause] E a vida... [Build-Up — drums slowly return] A vida continua. [Breakdown — shouted, rhythmic, increasingly aggressive] Continua! Sem promessa. Continua! Sem céu. Continua! Sem deus. Continua! Porque ainda há chão. [Final Chorus — Full Hip-Hop + Punk Explosion, shouted vocals] Não há ninguém no céu! Há carne, memória e chão! Não há uma mão invisível segurando a minha mão! Se a voz ainda me responde, não foi um morto que voltou. Foi a matéria lembrando aquilo que a matéria amou. [Outro — Beat fades, dry spoken vocal] A carne acaba. A memória fica. Por algum tempo. E isso basta. = Saiba mais: João Cabral é o poeta honorário do Aborto Vicário = Compre agora, mostre seu suporte: Loja do Aborto Vicário == Nota: Estou experimentando com a minha voz. Estou usando minha própria voz em algumas músicas como forma de criar uma identidade. Se eu achar que outra voz funciona melhor em determinada música, vou preservar o que ficar melhor. Voz: Jorge Guerra Pires (clonado) Como funciona? Você apresenta uma amostra da voz, marca o nível de profissionalismo no canto, o meu é negativo 😂👌. A AI faz o resto, usando sua voz como amostra. Saiba mais: 🎤 Aborto Vicário entra em uma nova fase: Sua voz virou um arquivo manipulável = Transformando grandes ideias em torno do ateísmo em forma de música. Estamos em um número grande de plataformas de podcast, procure na sua favorita. No Spotify, por motivos que não sei, não aparece, mas aparece em outras plataformas. Saiba mais sobre o Aborto Vicário: Aborto Vicário: Intenção humana na música do Aborto Vicário Álbuns lançados: Álbum: Tão HumanoÁlbum: Evangelho das CorrentesÁlbum: Aborto Vicário...