
[Introdução] Chaminés respiram cinza E ninguém tem para onde ir [Verso 1] Segunda-feira repete o dia Mesma dor, mesma rotina fria Rostos cinzentos no trem lotado Olhos vazios, corpo cansado Não é prisão com grade e muro É só o mundo “normal” e duro Onde viver já é carregar O peso de nunca parar [Pré-Refrão] E quando tudo vira ferida Alguém vende uma saída [Refrão] Dê a eles um sonho Pra não sentir demais Dê a eles um céu Depois do que já se faz Dê a eles descanso Que nunca vai chegar E uma voz no silêncio Pra mandar suportar Hino do ópio Doce ilusão Canto que embala A submissão [Verso 2] O patrão sorri no alto da mesa O padre abençoa a mesma certeza Um chama isso de mérito e sorte Outro chama isso de vida e morte E o chão continua a girar Sem ninguém pra questionar Quem lucra com a dor constante E chama isso de destino distante [Pré-Refrão] E a fome aprende a esperar Porque prometeram outro lugar [Refrão] Dê a eles um sonho Pra não sentir demais Dê a eles um céu Depois do que já se faz Dê a eles silêncio Pra chamar de paz E uma promessa Que nunca se desfaz Hino do ópio Doce ilusão Canto que embala A submissão [Ponte] Não é só mentira Nem só invenção É o que sobra Da exaustão Quando o mundo aperta E não há explicação A esperança vira Mercadoria em oração [Breakdown] Trabalha Reza Espera Obedece Esquece Repete Respira [Refrão Final] Dê a eles um sonho Pra não sentir demais Dê a eles um céu Pra suportar o que faz Mas quando o dia amanhece E nada muda no chão Quem construiu o consolo Controla a dor e o pão Hino do ópio Doce ilusão Berço da calma Da resignação [Final] O problema nunca foi o sonho == Nota sobre a música Inspirada nas reflexões de Karl Marx sobre a religião e as condições sociais de seu tempo. A expressão "ópio do povo" é frequentemente utilizada como insulto ou simples rejeição da fé, mas esse não era seu significado original. Quando Marx escreveu que a religião era o "ópio do povo", ele não estava apenas atacando a religião. Estava descrevendo um mundo marcado pela miséria, exploração e alienação, no qual a religião funcionava simultaneamente como consolo para os que sofriam e como uma forma de tornar esse sofrimento suportável. A religião aparecia, em sua análise, como resposta a uma realidade dolorosa. Era o suspiro dos oprimidos, mas também um anestésico que podia aliviar a dor sem eliminar suas causas. Esta música não é um ataque à fé individual. É uma interpretação artística das reflexões que levaram Marx a formular esse diagnóstico sobre a sociedade de seu tempo e sobre a relação entre sofrimento, esperança e resignação. Transformando grandes ideias em torno do ateísmo em forma de música. Estamos em um número grande de plataformas de podcast, procure na sua favorita. No Spotify, por motivos que não sei, não aparece, mas aparece em outras plataformas. Saiba mais sobre o Aborto Vicário: Aborto Vicário: Intenção humana na música do Aborto Vicário Álbuns lançados: Álbum: Tão HumanoÁlbum: Evangelho das CorrentesÁlbum: Aborto VicárioÁlbum: A Revolução AteístaÁlbum: Moral de Galinha Álbum: A Fábrica de Absurdos Visite nossa loja de produtos. YouTube channel Lista, não excludente, sendo atualizada: Podcast Addict Podcasts Apple ...