
(Intro - Som de vento cortante e o som de um machado batendo em madeira) “O que é a vida? O princípio da morte. O que é o crime? Onde a razão se perde ou se encontra? Entre a neve de São Petersburgo e a lama do interior paulista, a alma é o que menos importa.” (Verso 1) Raskólnikov caminha, a mente é um turbilhão O machado no casaco, o vazio no coração Ele diz que é superior, que a lei não o alcança Mata a velha agiota e enterra a esperança. Do outro lado da tela, o mestre do pavor Come carne na sexta, rindo da dor Se o russo busca a ideia, o Zé busca a semente Um limpa o mundo, o outro o gado amestra na frente. (Refrão) É o racionalista do machado e do caixão Onde a culpa se esconde na fria negação. Napoleão de sarjeta ou coveiro com poder Um mata por ideia, o outro mata para a espécie não morrer. (Verso 2) A "mulher superior" é o objetivo do mestre do horror Enquanto a pobre Sônia reza pelo pecador. O bar é o tribunal onde o Zé faz a sua justiça Fere a mão do trapaceiro e paga o médico sem preguiça. É o "Super-Homem" de papel e o de celuloide barato Provando que, sem o céu, o homem vira o próprio carrasco do fato! (Ponte) “Não me chame de Diabo, eu sou a Razão em pessoa!” Raskólnikov ajoelha na praça, mas o Zé não perdoa. O "vazio vermelho" de um era a culpa que o consumia O "vazio vermelho" do outro era o sangue que o evoluía! (Refrão Final) É o pacto de 64 com o gélido frio russo Misturando o chicote com o delírio intruso. Se Deus não existe, tudo é permitido na tela Mas a meia-noite chega... e ninguém escapa dela! Transformando grandes ideias em torno do ateísmo em forma de música. Estamos em um número grande de plataformas de podcast, procure na sua favorita. No Spotify, por motivos que não sei, não aparece, mas aparece em outras plataformas. Lista, não excludente, sendo atualizada: Podcast Addict