
Duas expressões em espanhol já são bem conhecidas dos produtores agrícolas do Brasil: o El Niño e a La Ninã. São dois fenômenos climáticos provocados por alterações da temperatura das águas do Oceano Pacífico e que podem afetar a temperatura e o clima de várias regiões do mundo. Provocam mudanças drásticas do clima, o que pode ter impacto negativo, ou às vezes até positivo, tanto para quem mora nas zonas urbanas, como para os agricultores. Isso porque o El Niño e a La Niña causam consequências como: alteração no padrão de chuvas, estiagens severas e resultam em temperaturas altas ou amenas. As lavouras dos produtores brasileiros, cada vez mais, têm sido diretamente afetadas pelas consequências destes fenômenos. O La Niña altera o regime de chuvas em todo o planeta, afetando diversas culturas. O evento climático favorece as estiagens em importantes regiões produtoras de grãos do mundo, como o Sul do Brasil, a Argentina e os Estados Unidos, provocando perdas de produtividade e até quebra de safra. O fenômeno La Niña se intensificou a partir de abril, e as mudanças climáticas causadas por ele devem durar até a próxima safra As consequências comuns da La Niña no Brasil são os seguintes: Nordeste: o sertão fica propenso a receber mais chuvas; Norte: aumento da intensidade da estação chuvosa na Amazônia, ocasionando cheias expressivas de alguns rios da região; Centro-Oeste: não há efeitos marcantes nas chuvas e na temperatura nessa região, mas há tendências de estiagem. Sul e Sudeste: entram em um período de frio e intensas secas. No ano de 2021, por exemplo, o fenômeno La Niña se formou, afetando o agronegócio brasileiro. Assim, diferentes cultivos do Sul e Sudeste do país sofreram com a ausência de chuva. Sempre que a La Niña afeta o Sul e o Sudeste, uma das culturas mais afetadas é a soja. Com a estiagem, a semeadura se atrasa, prolongando e dificultando o ciclo de formação da lavoura e atrasando a colheita dos grãos. Isso tende a prejudicar o desenvolvimento das plantas e derrubar a produtividade com a oleaginosa, além de atrasar o cronograma do milho safrinha. Já nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, os efeitos do La Niña na agricultura não têm nada a ver com a seca. O alto índice de chuva, mesmo que seja benéfico para as regiões semiáridas, causa constantes inundações na Amazônia e podem provocar perdas em áreas agrícolas por conta da intensa precipitação. No ano de 2021, por exemplo, o fenômeno La Niña se formou, afetando o agronegócio brasileiro. Assim, diferentes cultivos do Sul e Sudeste do país sofreram com a ausência de chuva. Sempre que a La Niña afeta o Sul e o Sudeste, uma das culturas mais afetadas é a soja. Com a estiagem, a semeadura se atrasa, prolongando e dificultando o ciclo de formação da lavoura e atrasando a colheita dos grãos. Isso tende a prejudicar o desenvolvimento das plantas e derrubar a produtividade com a oleaginosa, além de atrasar o cronograma do milho safrinha. Já nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, os efeitos do La Niña na agricultura não têm nada a ver com a seca. O alto índice de chuva, mesmo que seja benéfico para as regiões semiáridas, causa constantes inundações na Amazônia e podem provocar perdas em áreas agrícolas por conta da intensa precipitação. O fenômeno La Niña se intensificou a partir de abril, e as mudanças climáticas causadas por ele devem durar até a próxima safra O La Niña altera o regime de chuvas em todo o planeta, afetando diversas culturas. O evento climático favorece as estiagens em importantes regiões produtoras de grãos do mundo, como o Sul do Brasil, a Argentina e os Estados Unidos, provocando perdas de produtividade e até quebra de safra. A ocorrência reiterada tem diminuído o interesse dos agricultores em certas culturas, causando um efeito a longo prazo no balanço global. A redução das lavouras argentinas de trigo, responsáveis por cerca de 8% das exportações mundiais, e das lavouras brasileiras de milho, que exportam cerca de 20% do volume global, está relacionada ao fenômeno dos últimos dois anos https://linktr.ee/academiadoagro https://podfollow.com/academia-do-agro ................ Para assinar e ouvir o podcast: Spotify: https://spoti.fi/33WG1dw Deezer: https://bit.ly/2VOuubA Apple: https://apple.co/3oyQzax Google: https://bit.ly/3lWvpS7 Amazon: https://bit.ly/34xCWRe YouTube: https://bit.ly/3mZop7p ................ 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