
A arquiteta Lilian Nakashima falou um pouco sobre políticas públicas e a cidade de Bauru, enquanto a execução de políticas públicas na infraestrutura urbana das comunidades mais carentes. Segundo ela a política de habitação brasileira, regulamentada pelo estatuto da cidade deveria ser bastante eficiente, por ser um dos mais completos do mundo, mas existe uma lei e não existe uma obrigatoriedade de aplicação dessa lei, ou seja, nenhum governo tem obrigação de executar essas políticas em habitações irregulares. Ela flou também sobre as principais consequências e problemas acarretados com a falta de políticas públicas nessas áreas, como problemas de saúde gravíssimos, pois com as cheias de córregos as doenças se proliferam e em morros com fortes chuvas podem ocorrer deslizamentos e quando essas políticas de urbanização se aplicadas colaboram com a qualidade de vida dessas pessoas. A questão de classes mais ricas e mais pobres estarem indo para as áreas mais periféricas da cidade também foi colocada em pauta, que foi resultado da política de espraiamento urbano, bastante aplicado no Brasil. O assunto sobre os condomínios serem destinados a classes mais altas também foi discutido, por serem colocados como preferenciais, assim outros tipos de expansão ocupam áreas de reservas e fundo de vale e podem ser ocupados por ocupações irregulares, onde o fundo do vale, pois tem água e eles utilizam, já que não tem água encanada e usam como área de despejo. Ela fala também que se trata de uma percepção errada essas duas classes ocuparem o mesmo lugar. Entramos também no assunto de somente a classe mais baixa ser vista como problemática por destruir áreas de preservação e segundo nossa entrevistada, é uma percepção da questão de áreas periféricas que correspondem a áreas de preservação, essa percepção é de um sensacionalismo jornalístico ou de pessoas sem conhecimento do assuntos, pois as classes ricas ocupam áreas com construções de grandes condomínios em áreas de proteção ambiental e é reconhecido como uma das formas do espraiamento urbano. E para encerrar nossa entrevista, perguntamos qual seria a opinião dela sobre o porquê da política de prioridade social da cidade não é levada para as áreas de fundo de vale onde se encontram as populações mais pobres. Para ela isso é um fato dessas políticas não serem aplicadas nessas comunidades mais carentes e em geral também por falta de comprometimento político, pois vivemos em um país que seguiu sempre esse modelo de desenvolvimento espraiado e com isso essa política não prevê nenhum tipo de aplicação para camada mais pobre. Alunas responsáveis: INGRID MARTINI, MARIELI MAIORALI, MIKAELLA ANDRADE, VITORIA MIRA e VITORIA OLIVEIRA.