
30 de junho seria o último dia da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 828, que suspende os despejos e as desocupações em áreas urbanas e rurais em razão da pandemia da Covid-19. As famílias que vivem em ocupações tiveram que esperar até o último momento a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso, mas hoje elas obtiveram mais uma conquista, pois o ministro prorrogou até 31 de outubro a suspensão de despejos e desocupações, em razão da pandemia de covid-19, de acordo com os critérios previstos na Lei 14.216/2021. De acordo com levantamento feito pela Campanha Despejo Zero, mais de 142.385 famílias estão ameaçadas de remoção no Brasil. Por enquanto, essas famílias têm assegurado do direito à moradia, mas mesmo com essa vitória, como será o desfecho dessa luta a partir do dia 31 de outubro? O que representa essa ameaça de despejo para essas famílias? Gene Santos, da Direção Nacional do MST, falou com o Brasil de Fato sobre as consequências do fim da ADPF 828. A entrevista a seguir foi feita antes da decisão do Supremo Tribunal Federal. Confira.