
Ontem à noite, enquanto fazia minhas orações e meditava em Deus sobre os nossos dias, uma palavra me veio à mente e ao coração: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará.” (Evangelho de Mateus, capítulo 24 e versículo12) É fato que uma marca indelével deste século tem sido não só a falta de amor, mas também os frutos dele: a ira, o ódio, a intolerância e a falta de entendimento entre as pessoas. E até mesmo dentro das igrejas temos visto o espírito deste século adentrando como se nada fosse, sem causar estranhezas. Da noite para o dia é como se o amor, que é o maior dom do Espírito Santo, tivesse sido colocado na categoria de “item opcional” e a prática da vida cristã pudesse existir sem ele. Ceder a raiva mediante as injustiças e se entregar a um discurso de ódio travestido de moralidade é tão fácil quanto deixar um carro descer ladeira abaixo. Difícil mesmo é resistir à tentação e manter o amor aceso, ainda que nos campos não haja recompensa para tal postura e a multiplicação da iniquidade seja o cardápio do dia.