
Lidar com aquele que é e pensa diferente de nós tem se revelado um atributo raro e de alta sofisticação social, quando deveria ser o mais básico dos saberes. Em um grande pacto social, o ensino da convivência ética precisa imperar. É essencial zelar para que no encontro com o outro haja espaço para a diversidade das existências e a disposição para acolher, iluminar, salgar, perfumar e restaurar. Essas são atitudes elegantes e que precisam ser ensinadas aos nossos jovens. Na escola, quando ainda falamos de sujeitos em formação, o preconceito, a discriminação e o racismo, dentre outras manifestações reprováveis, não podem ser consideradas como “inocentes” brincadeiras. As violências nem sempre acontecem às vistas do adulto, mas, se preparado e em alerta, ele saberá identificá-las, aplicando a elas uma educativa intervenção. Ignorar nunca!