
A mãe de Tiganá Santana, Arany Santana, uma das fundadoras no bloco Ilê Ayê tinha planos ambiciosos para o filho: quebrar a hegemonia eurocêntrica do Itamaraty e ajudá-lo a torna-se diplomata. Não foi bem pelas bandas da diplomacia que ele explorou os mundos não ocidentais, mas sim por meio da arte. E foi de moleque que tudo começou. Aos 14 anos Tiganá iniciou os estudos de violão e simultaneamente começou a rabiscar suas primeiras composições. Hoje o soteropolitano é compositor, cantor, instrumentista, poeta, produtor musical, diretor artístico, curador, pesquisador, professor e tradutor. Na gostosa e dançante Flor Destinada, música bilíngue em português e em francês do disco Vida-Código, Tiganá consegue combinar a tradição dos ritmos africanos com a contemporaneidade eletrônica em versos que questionam a generalização do viver e conviver em sociedade. Bora seguir o Além do Verso nas Redes Sociais: Instagram: @alemdoverso.pod Tiktok: @alemdoverso