
esta semana, o Ambiente é o Meio recebe o professor Jeferson Cristiano Tavares, do Instituto de Arquitetura e Urbanismo de São Carlos (IAUSC) da USP, para falar sobre arquitetura hostil. De acordo com o professor, a arquitetura hostil designa ações ou iniciativas, públicas ou privadas, voltadas à transformação de espaços urbanos ocupados por pessoas em situação de vulnerabilidade, com o objetivo de inibir sua permanência nesses locais. Um exemplo disso, segundo Tavares, é cimentar pedras embaixo de viadutos, colocar grades em canteiros, e até mesmo bancos de praça que delimitam o local para as pessoas sentarem. Tavares explica que as maiores vítimas da arquitetura hostil são pessoas em situação de vulnerabilidade social e econômica, e afirma que isso não é uma escolha, mas é o que restou para essas pessoas, pois terra e moradia são caras. O professor ainda menciona a Lei nº 14.489/2022, conhecida como Lei Padre Júlio Lancellotti. Com aplicabilidade direta, a lei proíbe a arquitetura hostil e dá argumentos para evitar que ela continue acontecendo e se torne uma política pública. Ouça o episódio completo no player acima.