
Podem ouvir todas as conversas no site aofimeaocabo.com, no Spotify e nas vossas aplicações de podcast. Se gostarem subscrevam e partilhem. Neste segundo episódio a jornalista Mariana Duarte conversa com Lígia Soares, uma das nossas colaboradoras nas três fases do Pla+tô, projecto para o qual convidamos 9 autores a habitar e a escrever para 9 locais da cidade do Porto e de Aveiro, 9 formadores para trabalharem com um grupo de profissionais e amadores a partir dos seus próprios processos de criação e 9 criadores para - a partir do segundo trimestre de 2022 - criarem uma obra site-specific a partir dos textos criados pelos autores que estiveram em residência. A Lígia, por ser tão generosa e multi-facetada, aceitou o convite para as três fases do projecto. Lígia Soares é coreógrafa, dramaturga e performer. Começou o seu trabalho profissional com a Companhia de Teatro Senssuround em 1997 e desde então tem apresentado os seus trabalhos um pouco por todo o mundo. Muitos dos seus trabalhos assentam numa pesquisa de criação de dispositivos cénicos inclusivos da presença do espetador como elemento constituinte da dramaturgia do espetáculo, incorporando ou substituindo o próprio papel de performer. As suas peças “Romance”, “Cinderela” (que ganhou o prémio Eurodram em 2018), “Civilização” e “Memorial” estão editadas pela Douda Correria. Para além disso é mentora em diversos programas de criação de textos dramáticos e colabora regularmente como dramaturga em projetos de dança e teatro. Esta conversa aconteceu durante a formação que a Lígia deu em Aveiro e teve lugar na fantástica cave da VIC, um dos lugares mais extraordinários dessa cidade. A produção e design do Ao Fim e ao cabo está a cargo da Sara Pazos, a captação é minha com montagem e pós produção do Vitor Hugo Barros e música do Manuel Molarinho.