
Este é um teste, o episódio piloto, para o qual selecionei ninguém menos que Mário de Andrade. Este poema sem título está reunido no livro Lira Paulistana, publicado em 1945, ano da morte do autor. O tom negativo do poema revela o desencanto que marcou o fim da vida de Mário, quando este se deu conta de que seu projeto iniciado nos anos 1920 não havia sido possível. Na rua Aurora eu nasci Na aurora de minha vida E numa aurora cresci. No largo do Paissandu Sonhei, foi luta renhida, Fiquei pobre e me vi nu. Nesta rua Lopes Chaves Envelheço, e envergonhado Nem sei quem foi Lopes Chaves. Mamãe! me dá essa lua, Ser esquecido e ignorado Como esses nomes da rua.