
Quando a tempestade passar, as estradas se amansarem, E formos sobreviventes de um naufrágio coletivo, Com o coração choroso e o destino abençoado Nós nos sentiremos bem-aventurados Só por estarmos vivos. E nós daremos um abraço ao primeiro desconhecido E elogiaremos a sorte de manter um amigo. E aí nós vamos lembrar tudo aquilo que perdemos e de uma vez aprenderemos tudo o que não aprendemos. Não teremos mais inveja pois todos sofreram. Não teremos mais o coração endurecido Seremos todos mais compassivos. Valerá mais o que é de todos do que o que eu nunca consegui. Seremos mais generosos E muito mais comprometidos Nós entenderemos o quão frágeis somos, e o que significa estarmos vivos! Vamos sentir empatia por quem está e por quem se foi. Sentiremos falta do velho que pedia esmola no mercado, que nós nunca soubemos o nome e sempre esteve ao nosso lado. E talvez o velho pobre fosse Deus disfarçado... Mas você nunca perguntou o nome dele Porque estava com pressa... E tudo será milagre! E tudo será um legado E a vida que ganhamos será respeitada! Quando a tempestade passar Eu te peço Deus, com tristeza , Que você nos torne melhores. como você nos sonhou. Catherine M. O’Meara Poema escrito durante a epidemia de Peste em 1800 Artigo "Qual é o teu barco" de Alessandra Gonzaga (Newsletter Conexão IE, Linked In), mencionado no episódio: https://www.linkedin.com/pulse/qual-%2525C3%2525A9-o-teu-barco-alessandra-gonzaga-ph-d--rny9f/?trackingId=ybM2R%2BB8R3K0voIfmW0mIg%3D%3D