
É pela voz de Nuno Brandão Costa que conseguimos chegar um pouco mais perto das ideias que estruturam o seu trabalho. Discute-se a resistência, a resistência temporal e a resistência das formas, pois deve haver uma certa perenidade do ponto de vista conceptual dos edifícios. ("serem imbuídos numa certa intemporalidade, é essa a arquitetura que mais me interessa") Explica-nos como a geometria pode ser intrinsecamente orgânica. "o racional é condição à priori do projeto e o orgânico é algo que pode aparecer no processo ou na própria construção, na relação com a natureza" Aceita os obstáculos e condicionantes, na verdade, talvez estas denominações percam o seu peso quando estes se transforma na "matéria prima do projeto". Trata-se de resolver a função, à partida, "e tudo o resto é aquilo que é a obrigação da arquitetura fazer: realizar cidade, realizar paisagem, criar um ambiente, e uma apropriação funcional para além da função estrita do edifício". A arquitetura como ferramenta de civilização e "o ser humano é o centro da conversa, sempre". Convidado: Nuno Brandão Costa Moderação: Ana Catarina Silva, Estudante de Arquitetura