
Na data de hoje, 4 de agosto, faz um ano do acidente de Beirute, no Líbano, em que ocorreu a detonação de 2.750 toneladas de nitrato de amônio, armazenado inadequadamente num depósito do porto da cidade em decorrência de um incêndio em outros materiais armazenados no mesmo galpão. Trago hoje mais um texto da série que explica a físico-química das explosões, tomando este evento de Beirute como exemplo. No primeiro texto, vimos do ponto de vista físico como que as ondas de choque de uma explosão podem levar a efeitos catastróficos. No segundo texto, identificamos três premissas para que uma reação química possa desenvolver uma explosão: gerar aumento de moléculas de gases, elevar a temperatura e reagir rapidamente. Agora vamos entender as características químicas que fazem certas substâncias, como o nitrato de amônio, atenderem tais premissas.