
Você, leitor, que em 2026 talvez nunca tenha assistido a um filme tosco de 1983 chamado Jogos de Guerra, com Matthew Broderick, fez muito bem, e por dois motivos. O primeiro é que os temas que o filme levantou nunca foram tão reais. O segundo é um spoiler: até a inteligência artificial daquele filme operava sob uma lógica de preservação que parece ausente nos algoritmos de otimização de alvos utilizados hoje em teatros de guerra como Gaza e o Irã. Por outro lado, quem, como eu, assistiu a essa ficção algumas vezes talvez fique ainda mais chocado com o que vem a seguir.