
Olá, amigos do Fronteiras no Tempo! Sejam bem-vindos e bem-vindas ao Giro Histórico: o seu museu de grandes novidades! E hoje recebemos no programa o pesquisador e professor Felipe Barradas Correia Castro Bastos. Ele é doutor em História Social pela UNICAMP, com pesquisa sobre História da África; História de Moçambique; História da Tanzânia. Atualmente ele também é professor da Unicentro, em Guarapuava, no Paraná. O Felipe vai nos contar um pouco mais sobre como os pesquisadores têm interpretado a questão do pertencimento étnico no continente africano. O que isso significa: os pesquisadores têm olhado cada vez com mais atenção para a maneira como os próprios povos que viveram e vivem no continente atuaram na configuração disso que podemos entender como as fronteiras étnicas entre os diferentes grupos. A compreensão dessas relações, muito dinâmicas no tempo e no espaço, são fundamentais para que vençamos a leitura preconceituosa que temos da África, como sendo um lugar arcaico, onde o pertencimento à “tribos” seria algo imutável e tradicional. Em outras palavras, o Felipe vai nos convidar para olharmos para a África tirando o véu do racismo que por muitos séculos que turvou a mente e nos impediu de enxergar as ricas formas de sociabilidade presentes naquelas sociedades antes e depois dos processos de colonização. Acompanhem com atenção este episódio do Giro, pois é uma história sobre a África, mas também uma forma compreendermos como se deu o desenvolvimento das ciências humanas nas suas tentativas de compreender o outro, o diferente, aqueles que não compartilhavam as mesmas formas de ver e agir no mundo que os europeus e que, por isso mesmo, tristemente, foram colonizados em nome falsa ideia de superioridade.