
Neste episódio utilizamos todo o arcabouço que as estruturas cristalizadas no tempo nos deixaram para entender como a espacialização dos lugares ocorre pelo cotidiano dividido na operação da divisão do trabalho, enquanto o Estado guia suas ações para definir territorialmente a distribuição deste trabalho. Em contracorrente, seguem-se outras questões referentes ao espaço onde os elementos que constituem o lugar ganham uma importância pela existência e sentido dos povos em completa vida, enquanto lutam contra o avanço violente deste Estado. Contamos com pequenos fragmentos do canto Aikute do território das crianças Xakriabá e de alguns pensamentos de Ailton Krenak, em Ideias para adiar o fim do mundo.