
"Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos A paz sem vencedor e sem vencidos Que o tempo que nos deste seja um novo Recomeço de esperança e de justiça. Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos A paz sem vencedor e sem vencidos" Em 1972 Sophia de Mello Breyner Andresen escrevia isto. Foi acusada durante o Estado Novo de não lutar como o marido. De nunca ter sido torturada. Ao que ela respondeu que lutava de uma forma diferente, através da sua arte. Discutível- tudo o é. Na guerra nunca ninguém tem razão e se de um lado temos vítimas que sobrevivem e opressores que matam, em pleno século XXI temos outra; o observador. O ocultado ambivalente de comando na mão e jantar na mesa. Guerras paralelas e discussões infrutíferas em torno de opiniões serão tratadas hoje por aqui bem como o poder que temos enquanto privilegiados e de como esse mesmo privilégio existe para que não tenhamos culpa mas que o usemos para fazer a diferença. Seja este um post, doações, manifestos. Tudo é válido menos atordoar com trincheiras nas redes sociais, sabendo que cada um gere o medo e a frustração de formas completamente diferentes. O mundo precisa de acordar e embora vigilante, continua-se a usar sofrimento alheio como manobra de marketing. Neptuno esbate fronteiras e a noção do que é aceitável é tão grande como a transformação que está em curso. Plutão mata, manipula e transfigura (Marte e Vénus em quadratura com Plutão no fim do mês). No entanto renasce numa primavera marcada por um fim de ciclo numerológico (mês 9) em que tudo germina é que se como se Março fosse de facto o primeiro do resto das nossas vidas, numa nova fase desde 2020 em que nos confrontámos com uma realidade diametralmente diferente do que a que havíamos conhecido até hoje. Uma segunda fase de transformação que irá estender-se até 2025. Por agora, deixo-vos um monólogo sobre a digestão de um dos meses mais intensos do ano e de como isto pode afectar a situação geopolítica em que vivemos. Um grande beijo a todos e agora sim, over n+out