
Serve o refrão de Brian Wilson Til I die, música regravada pelo mesmo após passar 3 anos preso a uma cama, para falar sobre o renascer e despertar individual desta semana. Plutão entra em marcha directa na véspera desta Lua Cheia em Carneiro. Se um honra o sentido de identidade e progressão, o outro ensina-nos o trabalho suado e meticuloso de conseguirmos integrar todas as partes que repudiamos de nós mesmos. Numa era em que os media nos ensinaram a filtrar a nossa personalidade em clusters consumíveis mais ou menos caricaturáveis para que possamos caber e ser aceites na consciência alheia, continua a existir o medo da censura e por isso o desejo de corte abrupto com o passado ou com aquilo que conceptualmente "não nos serve". A ilusão desse corte será demonstrado agora antecipando a época de escorpião; tudo o que somos faz parte de nós. A vulnerabilidade, nojo e virtude cabem neste grito de Ipiranga de dia 9; na paisagem librarina de concordância social continua a ser importante vivenciar a complexidade do nosso comportamento- é o que nos torna humanos.