
Durante a Segunda Guerra Mundial, o Brasil começou adotando uma posição de neutralidade, buscando manter suas relações comerciais com os países envolvidos no conflito. No entanto, essa postura mudou em 1942, após uma série de ataques de submarinos alemães e italianos a navios mercantes brasileiros, resultando na morte de centenas de civis. A indignação popular e a pressão internacional levaram o Brasil a declarar guerra às potências do Eixo, tornando-se o único país sul-americano a enviar tropas para a Europa. O Brasil formou a Força Expedicionária Brasileira (FEB), composta por cerca de 25.000 soldados, que foram enviados para lutar na Itália ao lado dos Aliados. A FEB participou de importantes batalhas, como as de Monte Castelo e Montese, contribuindo para a derrota das forças do Eixo na região. Além das tropas terrestres, a Força Aérea Brasileira (FAB) também desempenhou um papel significativo, realizando missões de patrulha e apoio aéreo tanto no Atlântico Sul quanto na Itália. No âmbito econômico e logístico, o Brasil forneceu recursos materiais e bases aéreas estratégicas no Nordeste, facilitando operações aliadas no Atlântico e no norte da África. A participação na guerra trouxe várias consequências para o Brasil, incluindo a modernização das Forças Armadas e um impulso na industrialização do país. O contato com ideias democráticas e a experiência de combate também influenciaram o cenário político interno, contribuindo para a queda do Estado Novo de Getúlio Vargas em 1945. A atuação do Brasil na Segunda Guerra Mundial marcou um ponto de virada na história do país, destacando seu papel no cenário internacional e promovendo significativas mudanças internas.