
Audiodescrição: A escultura tubular feita em aço carbono pintado com tinta epóxi branca, sem título, de 2000, mede 180 por 224 por 310 e está no meio de um campo gramado. A escultura tubular de curvas reversas parece pairar sobre o ambiente, tocando o solo em dois pontos paralelos o que transmite grande leveza e plasticidade à obra, conferindo essa sensação de flutuação. Ao fundo, arbustos floridos com delicadas flores amarelas, vegetação e uma linha de montanhas azuladas em dia claro. Observações curatoriais: "Primeiro, pensei: tensão. [...] O problema da minha escultura é tensão". Assim a artista Tomie Ohtake sintetizou os princípios que nortearam suas esculturas e obras públicas. As esculturas de Tomie que ficaram conhecidas como “tubulares” foram apresentadas pela primeira vez na 23ª Bienal de São Paulo, em 1996. Na ocasião, seis delas constavam na mostra, sendo que uma flutuava suspensa no vão central do Pavilhão da Bienal, desenhado por Oscar Niemeyer. As “tubulares” são realizadas em aço carbono, mas concebidas sobre projetos em arame dobrados diretamente pela artista. Tomie desenhava no espaço com o arame, experimentando e explorando as possibilidades nos projetos para, então, fazer as obras. Com as tubulares, a experimentação de Tomie libera, por fim, a linha no espaço.