
A lista não para de crescer. Diversas denúncias contra artistas e profissionais do audiovisual têm nos colocados em um impasse e suscitado o seguinte debate: é possível separar o âmbito pessoal do artístico para apreciar produções realizadas por pessoas antiéticas e criminosas? Juntamos um time de estudiosos de audiovisual para tentar isolar as variáveis desse problema e debater maneiras de lidar com isso. Juliana Delicato, Felipe Amaral, Paulo Mendonça, Glauco Toledo e eu compartilhamos frustrações (como Johnny Depp, Kevin Spacey, Alfred Hitchcock, Woody Allen e Kadu Moliterno), falamos sobre o poder de hashtags como #MeToo e #MexeuComUmaMexeuComTodas, avaliamos as posturas das empresas que empregam essas pessoas e propusemos possíveis soluções. O caso de racismo envolvendo William Waack e o de assédio envolvendo José Mayer também foram assunto do episódio. A partir da valiosa contribuição da doutoranda Renata Frigeri discutimos também a condição de obras que por um lado possuem reconhecido valor artístico mas por outro defendem valores inaceitáveis, como o totalitarismo em O Triunfo da Vontade (Leni Riefenstahl, 1935) e o racismo em O Nascimento de uma Nação (D.W. Griffith, 1915). Falhas éticas são falhas estéticas? Publicações científicas citadas no episódio: Arte e ética – Berys Gaut. As imagens da capa são de propriedade da Netflix Entretenimento Brasil Ltda e Warner Bros. Pictures e foram empregadas neste podcast para fins de estudo e crítica, uso permitido conforme prevê o artigo 46 da Lei Nº 9.610/98.