
O Protocolo Racial no Judiciário Brasileiro 1. Objetivos da Aula Compreender o conceito e a aplicação da Resolução CNJ nº 598/2024. Analisar a transição da valoração de provas em casos de discriminação étnico-racial.Comparar a abordagem do Civil Law brasileiro com institutos do Common Law. 2. Introdução ao Tema (10 min)Marco Legal: A Resolução CNJ nº 598/2024 estabelece diretrizes obrigatórias para o julgamento com perspectiva racial em todo o Poder Judiciário.Contexto: Historicamente, crimes de racismo e injúria enfrentavam barreiras probatórias rígidas, muitas vezes arquivados por ausência de testemunhas diretas .3. Desenvolvimento e Conceitos Chave (25 min) A. Revaloração Probatória e AssemetriaPalavra da Vítima: Passa a ter relevância reforçada quando analisada sob critérios de coerência e plausibilidade, combinada a indícios indiretos (imagens, contradições da defesa). Ausência de Testemunhas: Exigir provas testemunhais diretas em episódios de discriminação tornava a reparação inviável. O protocolo orienta a leitura do contexto e do viés implícito .B. Comparativo Jurídico (Common Law vs. Civil Law)Brasil (Civil Law): Imposição de diretriz normativa única, centralizada e obrigatória via CNJ para magistrados e servidores. Sistemas de Common Law (EUA/Reino Unido): Mecanismos pautados pela jurisprudência, como a inversão do ônus da prova (Equality Act 2010) e o controle de viés no júri (Batson v. Kentucky). 4. Estudo de Caso Prático (10 min)Caso Boituva/SP (2026): Aplicação do protocolo pelo Juizado Especial. Condenação por racismo fundamentada na palavra da vítima, contradições do réu e vídeo sem áudio com atos hostis, dispensando testemunhas presenciais. 5. Conclusão e Avaliação (5 min) Conclusão: O protocolo busca neutralizar pré-conceitos institucionais e reequilibrar as forças no processo judiciário. Pergunta de Fixação: Como a análise de coerência narrativa substitui a exigência de prova testemunhal direta sob a ótica da Resolução CNJ 598/2024?