
"Jesus, agradeço-Vos pelas pequenas cruzinhas diárias, pelas contrariedades nos meus planos, pelas dificuldades na vida em comum, pela má interpretação das minhas intenções, pela humilhação que sofro dos outros, pelo procedimento rude comigo, pelos julgamentos injustos, pela saúde fraca e pelo esgotamento físico, pela abnegação da vontade própria, pelo aniquilamento do próprio eu, pela incompreensão em tudo, pelo transtorno de todos os meus planos. Agradeço-Vos, Jesus, que fostes o primeiro a beber desse cálice de amargura, antes de o entregardes a mim, já atenuado. (…) Desejo esgotar o cálice dos destinos até a última gota, sem investigar seus significados. (…) Em Vós, Senhor, tudo o que dá o Vosso Coração de Pai é bom; não preferindo consolos às amarguras, nem amarguras aos consolos, por tudo Vos agradeço, Jesus." (Diário 343)