
A acrílica sobre tela do artista indígena Xadalu Tupã Jekupé, intitulada: Tatá Piriri, de 2022, mede 200 por 120 cm. A obra colorida com linhas bem definidas que contornam as figuras com cores sólidas, cheia de significados, é composta por vários elementos: céu escuro pontilhado de estrelas, lua prateada e suas diferentes fases; terra com palmeiras, tatu, sapos e urubus. Com eles, o artista conta a história sobre como o povo Guarani passou a usar o fogo. O sapo, o tatu e a lua traçaram um plano para roubar o fogo dos urubus, e entregá-lo aos humanos. No céu escuro, pontilhado de estrelas brilhantes, a lua cheia divide-se em suas fases: cheia bem no centro na parte superior da tela; e nas laterais: nova, crescente, quarto crescente, crescente gibosa, minguante gibosa e quarto minguante. Na terra marrom com grafismos indígenas amarelos e duas palmeiras, duas pessoas do povo Guarani com tangas e faixas na testa amarelas e vermelhas, estendem os braços em direção a cinco urubus que estão em volta do corpo inerte de um tatu. Dois grandes sapos verdes com manchas vermelhas e pretas estão na parte inferior da obra, em volta de brasas vermelhas e pretas, parecendo protegê-las. AUDIODESCRIÇÃO VER COM PALAVRAS Elaboração de texto: Lívia Motta e Márcia Martins Consultoria: Cristiana Cerchiari Narração: Andréia Paiva e César Tunas