Nesta semana, o fim da CPI da Covid e o saldo do projeto de morte do governo do presidente Jair Bolsonaro. Na última segunda-feira, a CPI da Covid ouviu depoimentos de familiares das vítimas da Pandemia. Os testemunhos emocionantes de brasileiros que perderam parentes em função do novo conronavírus são a voz de um país machucado e dilacerado pelo projeto de morte conduzido pelo presidente Jair Bolsonaro. Os testemunhos dão rosto a todos que foram afetados direta ou indiretamente pelo negacionismo, omissão, negligência, irresponsabilidade e crueldade de um governo corrupto e incompetente. Uma mulher de 19 que agora é órfã e vai ter que sustentar a irmã mais nova. Um pai que perdeu o filho de 25 anos. E a resposta da família Bolsonaro diante de tudo é escárnio. Mas que não fiquem impunes. Na quarta-feira, dia 20, o senador Renan Calheiros apresentou o relatório final da CPI da Covid. Após meses de investigações e dezenas de depoimentos, o documento de mais de mil páginas pede o indiciamento de mais de 60 pessoas físicas e empresas. E o presidente Jair Bolsonaro está nessa lista. O texto indica que o objetivo do governo federal era expor os brasileiros ao contágio em massa. Seja por meio das declarações do presidente ou nas informações divulgadas pelo Ministério da Saúde. E aqui estão os possíveis crimes do presidente Jair Bolsonaro aparecem. É o caso de epidemia com resultado de morte, infração de medida sanitária preventiva, incitação ao crime, charlatanismo, em função da indicação de cloroquina, prevaricação, crimes contra a humanidade e crimes de responsabilidade. O genocídio ficou de fora. O texto deve ser votado na próxima semana e os pedidos de indiciamento serão encaminhados aos órgãos competentes, entre os quais Procuradoria-Geral da República, ministérios públicos estaduais e Polícia Federal.