
AGORA, NA PEDAGOGIA DA GOVERNANÇA, O FOCO SÃO AS ESTRATÉGIAS PRIMEIRAS PARA A SUSTENTABILIDADE DOS BENS COMUNS: A CULTURAL, A PEDAGÓGICA E A POLÍTICA. O colapso das sociedades resulta do sucesso de estratégias de instrumentalização da religião, da cultura, da educação, e da política, realizada pelas mesmas elites coniventes com a concentração do poder e da riqueza. A sustentabilidade está ausente dessas estratégias por não ter uma futuridade responsável como episteme de suas ações. A continuar assim, o colapso das sociedades atuais, e da humanidade como um todo, parece se consolidar como uma trajetória irreversível. A governança social e local dos bens comuns surge como um espaço crucial de formulação e implementação de estratégias sociais de uso sustentável de bens comuns e se constitui como a principal fonte geradora dos novos valores, conceitos, técnicas, práticas, políticas, emoções e experiência de humanização e inovação da cultura da sustentabilidade. A GOVERNANÇA LOCAL E SOCIAL DE BENS COMUNS É UMA EXPERIÊNCIA ESTRATÉGICA COMUNITÁRIA. Ela pode incluir a representação política do Estado e de organizações privadas, mas são conduzidas por lideranças sociais para a formulação de estratégias sociais de natureza cultural, pedagógica e política, elaboradas de forma participativa por colegiados autônomos de cidadãos e usuários dos bens comuns locais, com uma pertinência cultural e ecológica e capazes de propor futuridades responsáveis e sustentáveis com diretrizes éticas de irredutibilidades dos direitos humanos universais doadores de sentido a ideia de humanidade. A pedagogia da governança é uma pedagogia social e estratégica!