
Marcou o ritmo e a paisagem de uma cidade que nunca tinha experienciado um vavivém de figuras internacionais, passadeiras vermelhas num teatro, o Carlos Alberto, que passou a ser conhecido por abrir as portas a filmes como "The Shining", de Stanley Kubrick ou Blade Runner. O Fantasporto marcou várias gerações de portuenses. Eu não tive a felicidade de nele mergulhar, pois nessa altura o Porto era ainda uma cidade demasiado distante. E talvez por isso, toda as histórias que me contaram sobre o "evento da cidade" tenham sido bebidas com a sede de um conhecimento aquém, mas que tentava crescer na perspectiva de uma "movida" cultural absolutamente fascinante. É a história do Valdemar Silveira que hoje vos trago. O primeiro projecionista do festival de cinema do fantástico que durante 25 anos fez rodar as bobines que projectavam um mundo novo.