
Muitos pregam que a abundância material e a realização dos sonhos pessoais são sinais inequívocos da bênção divina. Essa visão, exemplificada em frases que exaltam a materialidade e o sucesso imediato, atrai a atenção de uma multidão sedenta por milagres palpáveis – como na multiplicação dos pães e peixes (João 6:1–14) –, satisfazendo necessidades momentâneas. Entretanto, essa proposta ignora o fato de que somos peregrinos na terra (1 Pedro 2:11; Hebreus 11:13). A realidade da caminhada cristã consiste em viver como estrangeiros e peregrinos, aguardando uma pátria celestial (Hebreus 11:16). Fica a reflexão: se o clássico “O Peregrino”, de John Bunyan — o segundo livro mais lido no mundo depois da Bíblia — fosse escrito em nossos dias, será que teria o mesmo impacto? O apóstolo Paulo já alertava sobre tempos em que os fiéis se afastariam da sã doutrina, preferindo ouvir doutrinas que agradassem aos ouvidos. (2 Timóteo 4:1-5).