
Durante muito tempo, muita gente acreditou que a cirurgia plástica poderia ser uma forma de emagrecer. Hoje sabemos que o caminho é outro. No Ep. 52, recebo dois especialistas para colocar endocrinologia e cirurgia plástica na mesma conversa: Dra. Alessandra Barreto, endocrinologista, e Dr. Hildo Fernandes, cirurgião plástico. A obesidade é uma doença crônica, metabólica, multifatorial e recidivante. Por isso, seu tratamento vai muito além de simplesmente “fechar a boca e fazer exercício”. Falamos sobre canetas emagrecedoras, fome e saciedade, efeito sanfona, atividade física, preservação da massa muscular, saúde mental e o momento em que a cirurgia plástica pode entrar nessa jornada. E uma coisa precisa ficar clara: lipoaspiração não é tratamento para emagrecimento. Depois de uma grande perda de peso, porém, a flacidez e o excesso de pele podem comprometer autoestima, higiene, mobilidade, vida íntima e qualidade de vida. É aí que endocrinologia e cirurgia plástica deixam de parecer dois mundos separados e passam a fazer parte de uma mesma jornada de cuidado. Também respondemos: • Por que é tão difícil manter o peso perdido? • Obesidade é realmente falta de força de vontade? • O corpo tem “memória” da obesidade? • O que são os diferentes fenótipos da obesidade? • Quem emagrece precisa usar medicação para sempre? • O que as canetas emagrecedoras não conseguem resolver? • Quando o paciente está pronto para uma cirurgia plástica? • Por que o IMC, sozinho, não conta toda a história? • Qual é a importância da gordura visceral? • Quando a cirurgia após grande emagrecimento deixa de ser apenas estética? Um episódio sobre emagrecimento sem estigma, cirurgia sem falsas promessas e, principalmente, sobre tratar o paciente inteiro, não apenas o número que aparece na balança.