
Vi o amor platônico ali olho no meu olho tensão de pele arrepiada era uma casa muito engraçada com fantasias da gente bebendo qualquer destilado você do meu lado o meu corpo virando cômoda para o seu retrato você virando tinta no meu diário te vi só ali preciso de mais passagens passar na sua rua nem que seja uma vez por mês fingir que foi sem querer aquele encontro na esquina do seu trabalho eu sou mais uma qualquer que enxerga paixão em sorriso de gentileza não vou cair aos seus pés tampouco suplico afeto se olhar no meu olho de novo posso até queimar me derreter imaginando o seu beijo ninguém podia entrar ali aqui você invadiu entupiu minhas veias de amor platônico sempre há vagas viu?