
Eu trabalho com atendimento ao público. Eu atendo telefonemas a todo o momento. Até pouco tempo eu ficava imaginando a fisionomia da pessoa. Quando a pessoa aparecia nunca batia com que eu pensava. Eu parei de imaginar a fisionomia. Comecei dar mais atenção ao tom. Já escutei muita coisa que eu não queria. Mas valia a pena escutar de novo. Não aquilo, claro. Eu fico tentando entender porque a gente repete alguns comportamentos. Sentimos o ruim tão forte que esquecemos os momentos de sorte. Os momentos bons, que surgem no meio de tantos momentos ruins. Atender aos nossos próprios gostos não é fácil. Imagina atender àquilo que esperam de mim? @bocapetica