
"Se escrevo é porque sou pântano fechado, areia movediça, alma que perpassa o corpo e cresce se agarra em profundas raízes e floresce. Se escrevo é porque transbordo, transmuto minhas dobras adoradas. Meu corpo circular, meu ovo interior, yoni de quem sou, transgrido sem regredir Perpasso sem ferir, acalanto sem interferir." Trecho do nosso primeiro SOPROS desse novo ano astrológico, que chega na potência desse solzão escaldante em Áries, abrindo espaço para o sagrado outono. Na busca do que nos embeleze e nos cutuque a resistir nesse momento tempestuoso, somos agraciades com o poema "Júpiter", de autoria e voz de Raíssa Padial Corso. Bairrista de Campo Limpo - São Paulo, multiartista, produz poéticas desde sempre. É autora do Livro ”Do tamanho do coração da formiga” de 2017. No momento se prepara para o lançamento de seu segundo livro “Sangue nas pálpebras e outras sutilezas”, onde desbrava o multicampo dimensional entre brasilidades, bairrilidades em diálogo com o mistério de ser mulher, sangrar e ser portal da ancestralidade. Idealizadora do Centro de Desenvolvimento Humano – União Akasha, onde exerce a radiestesia, terapia yonni eggs, cartomancia, quiromancia, atendimentos terapêuticos xamânicos individuais, coordenação das atividades e enfoca seu fazer direcionado a resgates e práticas femininas de autocuidado, escuta e desenvolvimento da intuição, proporcionando um mergulho nas sombras que pairam sobre a história da mulher e suas múltiplas facetas. De santa, mãe, irmã, amiga e puta… Estudante de psicanálise e medicina ayurvédica. Pesquisadora do corpo gordo e artista da cultura menstrual, trabalha para a lembrança feminina de seu interior e seu modo cíclico de vida. É idealizadora e condutora da Roda da Lua, do grupo de estudos ritualísticos das faces escuras do feminino e do Círculo Ananke.