
Vamos dividir este período em 5 fases em dois episódios para que fique um pouco mais claro historicamente. Fase 1: Primeira República (de 1889 a 1930) Vamos começar com uma escritora chamada Júlia Lopes de Almeida, considerada pioneira do feminismo e da literatura infantil no Brasil. Ela foi uma das idealizadoras da Academia Brasileira de Letras em 1897, mas não pôde ter uma cadeira oficial por ser mulher e a ideia da Academia era copiar exatamente a francesa que proibia as mulheres de participarem. Qual participou no seu lugar e ocupou a cadeira 3 foi seu marido, um poeta da época. Somente em 2017, mais de um século depois é que a Academia prestou homenagem a ela colocando seu nome na cadeira 21. Seu romance mais famoso foi A falência de 1901, suas obras, sem ser as infantis, denunciavam a supremacia masculina e a exploração do trabalho da mulher. Uma outra escritora importante da época do movimento literário parnasiano foi a Francisca Júlia da Silva que publicou seu primeiro livro Mármores em 1895. Em 1904, a Julia se tornou membro do Comitê Central Brasileiro da Sociedade Internacional Elleno-latina. O primeiro partido feminino criado no Brasil foi em 1910 quando Leolinda Daltro organizou um grupo de mulheres e fundou o Partido Republicano Feminino no Rio de Janeiro. O partido tinha como principal objetivo lutar pela emancipação feminina e pelo direito ao voto das mulheres. Uma das cofundadores foi também a Gilka Machado. Ela chegou a exercer o cargo de secretária da agremiação, ajudando a escrever manifestos e a organizar passeatas e mobilizações pelo sufrágio feminino. Gilka também era escritora, em 1915, lançou o livro de poesias Cristais Partidos, causando um escândalo na sociedade brasileira por ser uma das primeiras vezes no Brasil que uma mulher escreveu abertamente sobre o próprio desejo, o erotismo e o prazer do corpo feminino através do seu próprio ponto de vista. Para continuar, acesse : https://obrasileirissimo.wordpress.com/2026/10/16/as-mulheres-do-brasil-republica-parte-1/