
Embriagada Leveza que se transforma Em risos e certezas Enquanto o mundo Mudo Engole sonhos Presente massacre E para aturar “me vê daquela, quente , rasga e reta … A mais barata!” Me arranho por dentro, pra não sentir a dor que destrói meus nervos … Insustentável peso do cotidiano Cotidianamente (Não por desejo!) Sangue, suor e lágrimas (Sou mais uma Sobrevivente …) “vê mais uma!” (grito impertinentemente) Embriagar …. solução que cabe no cotidiano desgastado Nas míseras horas de descanso Quero um riso Em pleno pântano Mesmo restando apenas o pranto! Quero um riso … Não deixarei que veja minhas lágrimas Minhas marcas Manterei o nariz empinado peito inflado, ainda que dilacerado nas horas vagas Beberei para rir da minha desgraça Gargalharei da sua Nas horas vagas … Sou teu pesadelo Desgraça!! Pesadelo criado … torcem com tanta força o miserável Que transforma em massa dejeto … descarte… descartável “Aqui, toma!” Te sirvo cheio de pompa, minha desgraça na taça de cristal. “Vê mais uma! da ardida” Quero gargalhar hoje Sirvo Meu suor transformado Em néctar ácido, (veneno) Em requintada bebida … “Tome!” Deguste em sua taça de cristal! ____________________ Tu me criou O que me resta?… É te destruir sangues, suor e lágrimas na sala de jantar Elis Alonso 03/12/2021 Poeta:Elis Alonso| Interprete : Elis Alonso Edição Viny We Arte Elis e Allan _______________________________________________ Viny WE - Produtor e Editor Allan Brasil - Desenhista e Instigador Elis Alonso - Poetisa,Design e Palhaça Michel Viana - Escritor e Poeta da Periferia Luis - Provocador e Parceiro Marina Lima - Articulação e Pesquisa Alexandre Barbosa de Souza - Poeta e Tradutor Roy - Poeta e Filósofo __________________________________________________ E-mail: cacofonia.poetica@gmail.com Instagram:@cacofoniapoetica