
Neste terceiro episódio do Camarão Literário, dissecamos as fissuras emocionais de Madame Xanadu, romance de Aureliano Medeiros, republicado em 2021 pela Editora Nacional. Neste episódio: - Em algum momento: comentários de Aureliano sobre ser queer no nordeste e suas memórias na Ribeira. - O trauma como personagem e tempo fora de ordem em Madame Xanadu - A cidade como memória viva no enredo da obra. - E muuuuuita fofoca sobre enredo e personagens, você vai até lembrar dos tempos de escola! Investigamos como a criação da drag queen Xanadu pelo protagonista Daniel não é uma mera performance, mas um mecanismo visceral de sobrevivência à perda da pessoa amada. Ao cruzar a dor individual com a teoria de Walter Benjamin, comentamos como o luto se materializa na própria topografia de Natal. Além disso, também comentamos um pouco sobre como o trauma caracteriza as personagens que desvelam essa narrativa. Obrigado por nos ouvir e até o próximo episódio! A primeira temporada do Camarão Literário é um projeto realizado com apoio da Lei Aldir Blanc em parceria com o Estado do Rio Grande do Norte.