
Ouvimos aqui o terceiro episódio da conversa de Magda Henriques, professora e programadora cultural, com 15 caminhantes sobre a sua experiência e as pessoas que a inspiram. Neste episódio, Magda lança o desafio de pensar o que pode a arte e o conhecimento, e explica-nos a inutilidade imprescindível que é a arte. Fala-nos também sobre a importância de atentar aos diferentes ritmos das pessoas, de como ao andarmos estamos a massajar a terra e de como Adão e Eva, na verdade, eram negros. "Seja o que for, é bom. E é tudo." - Daniel Faria Aconteceu no dia 20 de Setembro de 2020, em Aljezur. BIOGRAFIA Magda Henriques é licenciada em História e foi professora em diversas instituições de ensino superior. Foi responsável pelo Programa de Atividades Educativas, “Derivas Artísticas”, da Associação Circular, em Vila do Conde, e foi Programadora do Projeto Educativo do Círculo de Artes Plásticas de Coimbra e da Bienal Ano Zero. Tem desenvolvido programas, especialmente no âmbito da arte contemporânea, destinados a públicos adolescente e adulto, em colaboração com várias instituições e festivais, em diferentes zonas do país. Criou e programou o Serviço de Exposições e o Serviço Educativo de A Moagem, no Fundão. Actualmente é responsável pela direção artística das Comédias do Minho. TEMA É uma caminhada orientada por perguntas. Umas definidas à partida. Outras hão de nascer do encontro. Algumas delas são: O que pode a arte? O que pode o conhecimento? Porque faço o que faço? O que faço com o que tenho? O que faço eu aqui? Qual é o meu desejo? É sobre uma mala de ferramentas e sobre esvaziar os bolsos. É sobre encontros. É sobre tudo isto e ainda sobre tentar, errar, tentar outra vez. Não desistir. Estar. Escutar. Escutar com o corpo todo. Ter medo e enfrentá-lo. Continuar.