
Queridos irmãos e irmãs O o evangelho de hoje, na terceira semana da páscoa, nos faz começar a ler o discurso que Jesus fez na sinagoga de Cafarnaum, João 6, 22 a 29.O povo tinha visto ele repartir os pães no deserto, tinham querido torná-lo rei e ele fugiu e subiu a montanha para orar. Os discípulos não compreenderam, ficaram do lado do povo, queriam torná-lo rei e subiram na barca e houve a tempestade do Lago. E o evangelho mostra que Jesus não estava com eles, quer dizer, havia uma crise que pode ser um reflexo da crise que ocorria na comunidade que escreveu esse Evangelho, no final do século primeiro. De todo modo é neste ambiente de crise que eles Perguntam a Jesus, onde você estava, de onde você vem, para onde você vai, é a questão da busca de Jesus, do modo certo da gente procurá-lo. E Jesus diz vocês me procuravam porque vocês comeram os pães e ficaram contentes. Não é uma rejeição à missão que os discípulos têm, que nós temos agora, de providenciar comida, por exemplo, nessa pandemia. Alimentação é direito humano, todo mundo tem direito e Deus quer que a gente cuide do alimento uns dos outros. Mas o que Jesus quis dizer é que a sociedade não prende pelo dinheiro, pelo econômico,ela alimentação e nós,tendo, a gente faz qualquer coisa, a gente acaba aceitando um estilo de vida que não seria humano, para ganhar dinheiro e para poder ter o econômico garantido. E o que Jesus então diz é vamos além disso, faça um projeto de vida que consiga ir além do econômico. E a gente sabe que tem gente que não faz isso. Quantas pessoas eu conheço que poderiam estar ganhando muito bem, que poderia estar numa vida muito mais confortável e, por vocação, por decisão interior, optaram por um caminho de doação. Então é importante a gente receber essas palavras de Jesus como convite para a gente ser livres e superar essa dependência. A gente vai estar agora, depois da quarentena e da pandemia, diante de escolhas novas da sociedade e é importante que a gente não volte ao que era antes, que a gente estabeleça um mundo de mais igualdade, de mais Justiça. Um abraço para vocês, Deus abençoe, até amanhã se Deus quiser ( João 6, 22 a 29). Marcelo Barros