
Manuel Amorim é luthier há 25 anos, e sobre os cordofones [instrumentos de corda] fala-nos com um amor que conhece o caminho à flor da pele quer na área da construção, bem como da restauração de instrumentos. No Algarve encontrou a tranquilidade necessária para dar seguimento a uma arte que precisa de tempo e de paz para fazer ecoar os melhores sons e as melhores vibrações. Lá atrás fica a memória de uma experiência única quando construiu uma guitarra portuguesa gigante para «Porto, Capital Europeia da Cultura 2001». Era preciso entrar nas entranhas das guitarras para descobrir os seus maiores segredos. Conseguiu-o. Foi obra. E das grandes! E continuou a fazer o que mais gosta desde sempre: construir bandolins, guitarras portuguesas, guitarra clássica e cavaquinho. É mestre neste ofício e confessa que de tudo fará para passar o conhecimento aos mais novos. As turmas das escolas de Loulé [onde tem o seu atelier na rota do Loulé Criativo] já conhecem o caminho até lá. E os laços com o ensino prometem estreitar-se ainda mais em 2021. Assim o permita também esta pandemia que, ainda assim, não conseguiu afastar Manuel do seu espaço de criação.