
Donald Trump colocou aproximadamente 4.500 soldados da Guarda Nacional nas ruas de Washington. Agora, uma investigação da Reuters revela o que essa tropa realmente fez durante um ano de operação.A Reuters examinou todos os documentos públicos de acusação apresentados ao Tribunal Superior de Washington desde a chegada dos militares. A Guarda Nacional apareceu em apenas 1,3 por cento dos processos criminais.Um relatório policial registrou aproximadamente 15 soldados na área em que um homem pisoteava uma jovem caída diante de uma boate. Nenhum integrante da Guarda tomou providência. Três policiais precisaram chegar ao local, interromper a agressão e prender o suspeito.Em outro episódio, militares encontraram Keon Jones inconsciente após uma briga. Acreditaram que ele estivesse embriagado. Jones havia sido brutalmente esfaqueado e morreu no hospital cerca de duas horas depois.Os documentos também revelam o tipo de ocorrência que mobilizou a tropa de Trump.Soldados perseguiram um homem por duas fatias de pizza. Outro foi detido por dois pedaços de carne seca avaliados em aproximadamente sete dólares. Seis militares seguraram uma mulher por beber uma garrafa de refrigerante sem pagar.A investigação encontrou os soldados principalmente em áreas turísticas e bairros mais ricos, mais brancos e menos perigosos. Nos registros judiciais, a Reuters não identificou qualquer atuação policial da Guarda nas regiões que concentraram aproximadamente 82 por cento dos 859 homicídios registrados em Washington durante os cinco anos anteriores.O efetivo militar já supera toda a polícia metropolitana da capital. Washington possui cerca de 3.200 policiais diante de aproximadamente 4.500 integrantes da Guarda Nacional.O custo também impressiona. Antes da duplicação do efetivo, a missão consumia cerca de US$ 1,65 milhão por dia. Uma estimativa do Departamento de Defesa apresentada ao Congresso calcula que a extensão da operação até janeiro de 2029 custará outros US$ 1,4 bilhão.Neste vídeo, o Canadá Diário investiga a militarização de Washington, os gastos do governo Trump, a atuação da Guarda Nacional, os documentos descobertos pela Reuters e os verdadeiros resultados da chamada guerra contra o crime.Um estudo do Niskanen Center identificou redução em crimes oportunistas contra o patrimônio, mas nenhum efeito mensurável sobre crimes violentos. Outra análise, realizada pelo Center for American Progress, também não encontrou redução estatisticamente significativa em crimes violentos, homicídios ou vítimas de armas associada ao envio da Guarda.A Casa Branca afirma que a intervenção reduziu o crime, embelezou Washington e melhorou a qualidade de vida. O governo evitou responder às perguntas específicas apresentadas pela Reuters sobre o trabalho dos soldados e o custo da operação.Por que Trump colocou mais soldados do que policiais na capital?Por que a tropa apareceu principalmente nos bairros mais seguros?Como uma operação bilionária terminou perseguindo pizza e refrigerante?E qual é o verdadeiro objetivo de manter milhares de militares nas ruas até 2029?A extrema direita transforma uniformes em propaganda, medo em instrumento político e ocupação militar em demonstração de autoridade. A experiência de Washington mostra o preço financeiro, humano e democrático dessa estratégia.Assista até o fim, deixe sua opinião nos comentários e compartilhe esta investigação com quem acompanha Donald Trump, Estados Unidos, extrema direita, autoritarismo, geopolítica e política internacional.Inscreva se no Canadá Diário para acompanhar nossas análises sobre Estados Unidos, Brasil, Canadá, Trump, Bolsonaro e os principais acontecimentos internacionais.Fontes internacionais consultadas: Reuters, Associated Press, Niskanen Center e Center for American Progress.