
A relação com Deus há tempos atrás era conduzida pelo medo; a motivação não era o amor a Deus, mas o medo do inferno; se vivia numa estrutura muito dura, pesada, e se descobriu algo muito ruim: a hipocrisia. Jesus fala sobre isso, e condena a religiosidade. Passou-se a outro extremo: a percepção de que Jesus é o meu irmão, Deus me compreende, eu não vivo na lei, e sim na graça... e acabamos fazendo um Deus customizado – customizado para nós. É na Palavra que nós devemos nos enxergar. A intenção de Deus nunca foi que lêssemos a Bíblia, e sim que a Bíblia nos lesse. Hoje nós pegamos a Bíblia e escolhemos o que queremos limpar e o que queremos manter sujo em nossa vida. Extraímos o que nos parece útil e descartamos o que não achamos que convém. Qual a resposta para não estar em nenhum extremo? A chave é o temor do Senhor. Isso nos levará ao lugar de equilíbrio. Temor do Senhor é reverência, é a consciência de que Deus nos ama e por isso mesmo nos corrige, nos instrui, nos diz NÃO. Em Provérbios 8:13, Salomão nos dá uma definição muito apropriada do que é o temor do Senhor: aborrecer o mal. Mal de quem? O nosso, não o do outro! Soberba, arrogância, mau caminho, boca perversa estão no rol daquilo que deve ser combatido! Temor é uma relação de amor e extremamente benéfica! Gera vida, pois há um princípio na honra que produz esse fruto!