
O Natal para algumas pessoas é uma data significativa, de alegria. Para outras, é triste, uma época apenas comercial. Vivemos um paradoxo entre percepções e vivências acerca do Natal. Na Carta de Paulo aos Filipenses, ele nos instrui a nos alegrarmos sempre! E qual seria a diferença entre alegria e felicidade? Nós ansiamos ser pessoas felizes. Medimos a felicidade pelas conquistas. É quase um senso comum: ela está muito ligada ao que conquistamos. Seria uma equação entre alegria e tristeza. O somatório das alegrias menos o das tristezas definiria se somos pessoas felizes. Todavia, a vida real é composta por picos entre momentos de alegria e de tristeza. Algumas vezes uma delas estará em evidência por mais tempo. A felicidade é a régua que nós passamos na média dessas vivências. Então, dentro de um senso comum, pessoas mais felizes teriam essa média um pouco mais alta na composição entre alegria e tristeza. Alegria é como você está. Felicidade, é a sua essência, é como você lida com a sua vida. Obviamente, a nossa vida não é feita só de conquistas, temos dificuldades. Se precisamos ir de uma conquista atrás de outra, a nossa fé é baseada nelas. Se temos fé conquistamos, se não conquistamos é porque não tivemos fé. Ao desenvolvemos a nossa vida assim, entramos num ciclo vicioso e isso gerará ansiedade e nos trará infelicidade. Estamos nos tornando infelizes porque buscamos coisas para nos deixar felizes e, ao não alcançarmos, nos sentimos assim. O que cada um de nós diria diante da pergunta: “Você é feliz?”. E como nós justificaríamos a nossa felicidade ou infelicidade? Normalmente, as respostas são de acordo com o que cada um está passando no momento. A razão da felicidade de Paulo estava no Senhor! Ele nos encoraja a vivermos alegres, mas não uma alegria de aparências. Ela é genuína, traz contentamento independente do que esteja acontecendo ao nosso redor. O fato de sermos felizes não significa se estamos alcançando todos os sonhos do nosso coração ou não. As bênçãos de Deus não estão atreladas ao fato de termos conquistas. Não é viver em conformismo, mas entender que a nossa alegria não passa por coisas ou situações positivas. Precisamos posicioná-la naquele que vai nos fortalecer. Olhar para Deus e podermos dizer: temos tudo o que precisamos em Ti! Sermos satisfeitos em Deus, pois o nosso contentamento vem do Senhor. Neste Natal, que a nossa felicidade venha do Céu, pois o melhor de Deus já veio para nós através de Jesus: Ele é o melhor presente! Texto base: Filipenses 4 Pr. Anderson Lima