
Um hábito muito belo que se perdeu com o tempo foi o de pedir a bênção de seus pais ou superiores. Quem recebe as bênçãos vai viver seus problemas, seus dilemas e desafios, mas tem a vantagem de um acréscimo, uma melhora para viver com mais êxito essas experiências. O foco que a igreja tem dado para o versículo citado, diz respeito não somente à bênção, mas sim a monetização da mesma, o que se constitui em grande equívoco. A briga que vemos em Jacó e Esaú pelo direito de primogenitura e os benefícios da mesma diz mais respeito à carga espiritual da bênção, muito além da parte financeira. Nós queremos a bênção de Deus; oramos por isso, mas sinceramente, quantas vezes estamos só querendo a solução de algum problema? O conceito de bênção que enriquece está relacionado à acréscimo, à melhora; está muito além do que a simples resolução de um problema pontual. No conceito bíblico, quando um homem abençoava uma geração, transferia uma herança de experiências e essência para que os abençoados errassem menos! Isso enriquece no sentido amplo da palavra! Tão importante quanto isso, está a constatação de que quem solicitava a bênção estava satisfeito com o que tinha, mas honrava quem podia lhe dar algo mais. Nós ainda queremos a bênção de Deus. Essa bênção enriquece, mas ela é um depósito, não uma solução instantânea e encaixotada!