
Muitos de nós já passamos por crises de fé. Depois, as dúvidas somem? Não. A dúvida não é o antônimo da fé. A coragem não é do medo. O corajoso avança mesmo com medo. Sem ver resultados, caminhamos porque ainda confiamos. Temos fé. A questão é quando isso nos paralisa. As crises de fé, assim como o medo e a dúvida, nos param. Ezequiel 37 nos fala do vale de ossos secos. Deus chama o profeta, que se entrega a Ele. Sua vida era uma expressão profética do que acontecia na nação, era feita de sinais. Deus o coloca numa situação diferente da qual estava acostumado. Porém, a circunstância que ele estava vivendo falava mais do que o céu. Mesmo assim, se entregou. João Batista era o arauto de Jesus. Tinha clareza da sua missão. Mas, em um momento, as circunstâncias também começaram a falar mais alto para ele. A palavra de Deus estava se cumprindo. Contudo, João continuava preso; Paulo e Pedro, libertos. Dependendo das circunstâncias, perguntamos a Deus onde Ele está e O questionamos quando não sai do nosso jeito. No entanto, nossa experiência não muda quem Deus é. Ele não deixa de ser Deus pelas coisas não andarem. Ele não é mais ou menos, porque estamos mais ou menos abençoados. É a mente de um ser limitado tentando entender um Deus ilimitado. Quando conhecemos a Jesus, e temos uma experiência com Ele, paramos de enxergar com nossos olhos naturais e conseguimos enxergar com o nosso coração - da fé. Aquelas dúvidas através das quais víamos, deixam de existir, porque paramos de medir Deus pelo que Ele nos entrega. Precisamos ter a postura de Ezequiel - parar e ouvir ao Senhor - crer na Palavra. Precisamos bater nos céus, e crer! Fé é seguir avançando em meio às dificuldades. Temos o privilégio de adorar a Deus aqui na terra em meio a dor. Anderson Lima