
A gravidez da menina de 10 anos após ser estuprada pelo tio no município de São Mateus, no Norte do Estado, e que foi submetida a um aborto legal, reacendeu o debate sobre a necessidade da consolidação de uma rede de proteção social no país para prevenir e denunciar crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes. Em entrevista ao CBN Cotidiano desta quarta-feira (19), Luciana Phebo, coordenadora do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) na região Sudeste, explicou como o caso aponta para a necessidade de vítimas de violência serem amparadas de forma qualificada e ágil pelos governos. "Esse não foi o primeiro e nem será o último caso! O que a gente tem é que a maioria dos casos de violência sexual no Brasil ocorre contra meninas e adolescentes. 46% das vítimas de violência, que chegam por meio do Disque 100, por exemplo, têm entre 12 e 17 anos. Nesse cenário, a rede de apoio para as vítimas é fundamental. A violência tem múltiplas consequências e, hoje, a rede de apoio está enfraquecida no país", alerta. Luciana também alerta que, na maior parte dos casos, a violência é cometida por familiares ou conhecidos daquela família. Ouça a entrevista!