
É difícil reunir argumentos favoráveis ao pagamento de auxílio-alimentação de R$ 1.829,79 mensais a deputados estaduais que recebem salário de R$ 31.238,19. Até porque eles também têm carro oficial à disposição, com gasolina paga com dinheiro público (o veículo e o combustível devem ser usados apenas para compromissos de trabalho), direito a nomear até 19 servidores comissionados, cota parlamentar para manter o gabinete em funcionamento e diárias que podem chegar a até US$ 400, quando em viagem oficial. Tão difícil que os parlamentares da Assembleia Legislativa do Espírito Santo preferiram nem argumentar. E, não contentes, ainda tentaram "fazer a egípcia". Eles aprovaram, na última quarta-feira (19), à unanimidade, um projeto de resolução que estendeu o benefício pago aos servidores da Casa aos próprios deputados. A norma foi publicada no Diário do Legislativo nesta segunda-feira (24). A diferença é que, ao contrário dos funcionários do Legislativo, que contam com o tíquete-alimentação automaticamente, os membros do Poder vão ter que fazer um requerimento para passar a receber.